21/05/2026
A Imperial Brands Portugal e a Unidade de Ação Fiscal (UAF) da Guarda Nacional Republicana (GNR) formalizaram um protocolo de cooperação destinado a reforçar o combate ao comércio ilícito de tabaco, através do desenvolvimento de ações de formação e capacitação técnica dirigidas aos operacionais. O acordo acontece num momento em que disparam as apreensões de tabaco ilegal, que já ultrapassaram em 4 meses o total de todo o ano anterior.
O protocolo de cooperação, assinado por ocasião do III Fórum Não Contrabando promovido pela Imperial Brands, visa dotar os militares da Unidade de Ação Fiscal da GNR de ferramentas especializadas que permitam aumentar a eficácia na deteção e combate a este tipo de criminalidade.
Para o Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, “esta parceria e colaboração entre os vários órgãos de polícia criminal e identidades da sociedade civil é fundamental para podermos ser mais eficientes na luta contra o comércio ilícito de tabaco.”
Para o coronel Paulo José, comandante da GNR-UAF, “a experiência diz-nos que é necessária uma perspetiva integrada de combate a este tipo de ilícitos e sem dúvida que a formalização deste protocolo visa potenciar mais os nossos militares no âmbito das suas competências com conhecimento técnico especializado necessário para que possamos ser mais eficientes e mais eficazes”.
Apreensões disparam e já ultrapassam total de 2025
No mesmo contexto, foram divulgados dados que evidenciam a intensificação da atividade operacional: nos primeiros quatro meses e meio do ano, as apreensões de tabaco já superam o total registado em 2025, representando um aumento de cerca de 71%.
Até ao momento, foram apreendidos mais de 5,3 milhões de cigarros e 10 toneladas de folha de tabaco e tabaco de corte fino, face a 3,1 milhões de cigarros e 9,1 toneladas apreendidos ao longo de todo o ano anterior.
Crescente sofisticação do fenómeno preocupa autoridades
Durante o Fórum, especialistas e autoridades alertaram para a crescente sofisticação das redes criminosas, nomeadamente através do aumento de fábricas ilegais de produção de tabaco na Europa ocidental, tendo sido já desmantelada uma fábrica em Portugal este ano.
Os intervenientes sublinharam ainda a importância de assegurar que futuras decisões regulatórias e fiscais tenham em conta o risco de expansão do mercado paralelo, com impacto na perda de receita fiscal e no financiamento de redes ilícitas.
O deputado à Assembleia da República Gonçalo Valente Henrique sublinhou que “o país, o Governo e o Estado contam muito com a ajuda das forças de segurança, imprescindíveis neste tema”. Referiu também as empresas e “todos aqueles que trabalham para que a cadeia de valor do tabaco seja garantida na forma prevista, pelo seu trabalho de pedagogia e informação para que todos estejam mais capacidades para desenvolver o seu trabalho.”
Já Miguel Simões, diretor de mercado da Imperial Brands Portugal, destaca que “o combate ao contrabando exige uma abordagem colaborativa, reconhecendo o papel das autoridades e envolvendo também os setores mais impactados por este fenómeno.” Para responsável “a colaboração entre agentes públicos e privados é pertinente e o seu aporte mútuo inquestionável. No arranque deste projeto Não Contrabando, dou como bom exemplo o canal de denúncias que introduzimos no nosso website.”
Prémios distinguem atuação das autoridades
O evento incluiu igualmente a entrega dos Prémios Não Contrabando 2026, que reconhecem o trabalho das forças de segurança no combate ao comércio ilícito de tabaco.
Nesta terceira edição, foram distinguidos militares do destacamento de Lisboa da GNR-UAF e a Unidade Regional Norte da ASAE, pelo seu contributo operacional nesta área.

O Fórum Não Contrabando surge no âmbito da plataforma Não Contrabando, uma iniciativa promovida pela Imperial Brands Portugal com o objetivo de sensibilizar a opinião pública para os impactos económicos, sociais e fiscais do comércio ilícito de tabaco. Enquanto compromisso contínuo da Imperial Brands na luta contra o comércio ilícito, a plataforma reúne informação relevante sobre o combate ao contrabando e à contrafação de produtos de tabaco e disponibiliza ainda um canal de denúncia anónima de práticas ilegais associadas à produção, distribuição e comercialização destes produtos, através do site www.naocontrabando.imperialbrands.pt, onde é igualmente possível consultar todos os conteúdos gerados no âmbito do Fórum, incluindo o respetivo programa.
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